
Você sabe em quem votou para deputado distrital, federal e senador em 2022? Não? Então, esta matéria é pouco atrativa para você! Mas será que você pode ignorar o impacto que essas escolhas têm no seu dia a dia? Descubra por que é hora de prestar atenção!

Faltam 1 ano, 7 meses e 19 dias até o primeiro turno das eleições de 2026, o tabuleiro político do Distrito Federal começa a se movimentar.
Pelo menos 10 dos 29 secretários do governo Ibaneis Rocha já sinalizaram que vão disputar cargos eletivos. A debandada representa quase um terço [1/3] do secretariado e reacende a velha discussão sobre o uso de cargos estratégicos como trampolim político.
Nos bastidores, o movimento já era esperado. Integrar a equipe de um governador com altos índices de aprovação em exercício confere visibilidade, influência e, não raro, uma estrutura que pode ser utilizada para pavimentar candidaturas. Mas, na política, ainda exite osmose?
No entanto, a nova dinâmica imposta pelas redes sociais e pela crescente influência da geração Z pode redefinir os rumos desse jogo.
Mudança de estratégia e redes sociais como termômetro
O tradicional modelo de articulação política baseado na troca de cargos por apoio eleitoral enfrenta novos desafios. As redes sociais têm sido um fator decisivo, tanto para expor desgastes quanto para impulsionar novas lideranças. O que antes se resolvia nos bastidores, em alianças de cúpula, hoje precisa passar pelo crivo de uma audiência altamente engajada e exigente.
“Se antes o político dependia apenas do palanque e do material de campanha, hoje ele precisa manter um relacionamento contínuo com os eleitores nas redes. Quem não tiver boa comunicação digital, dificilmente vai ter sucesso em 2026”, analisou o estrategista político Sidônio Cardoso.
Figurinhas carimbadas e novos aventureiros
Entre os secretários que pretendem disputar as eleições, há nomes já conhecidos, que tentam um retorno ao Legislativo após derrotas anteriores, e outros que buscam sua primeira eleição.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, por exemplo, é visto como um possível candidato a deputado federal, aproveitando a visibilidade do cargo. Já Claudio Abrantes, da Cultura e Economia Criativa, busca viabilizar sua volta à Câmara Legislativa, ou, o grande risco de tentar ser federal.
Outro nome é o do secretário de Relações Institucionais, Agaciel Maia, que tem forte influência no meio político e pretende disputar novamente uma cadeira na CLDF, embora tenha saído derrotado em 2022.
Já Júlio César Ribeiro, do Esporte e Lazer, que é deputado federal e quer permanecer na Casa e no comando da pasta, está preocupado com o futuro.
Rodrigo Delmasso, da Secretaria de Família e Juventude, e de Ana Paula Marra, do Desenvolvimento Social. Ambos vão tentar construir o caminha para a Câmara Legislativa. O primeiro, derrotado em 2022; já paula, não teria nada a perder.
Veja a lista completa dos possíveis candidatos já candidatos:
- Sandro Avelar
Secretaria de Estado de Segurança Pública - Júlio César Ribeiro
Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal - Claudio Abrantes
Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa - Marcela Passamani
Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania - Ney Ferraz Júnior
Secretaria de Estado de Economia - Ana Paula Soares Marra
Secretaria de Desenvolvimento Social - Hélvia Paranaguá
Secretaria de Estado de Educação - Rodrigo Germano Delmasso Martins
Secretaria de Estado de Família e Juventude - Agaciel da Silva Maia
Secretaria de Estado de Relações Institucionais - Cristiano Nogueira Araújo
Secretaria de Estado de Turismo
Impacto na gestão e reforma administrativa à vista
A saída em massa de secretários para disputar as eleições obrigará Ibaneis Rocha a fazer ajustes significativos na administração. Os aventureiros, com suas saídas, permanecerão com influências nas respectivas pastas?
Nos bastidores, já há movimentação para a montagem de um novo time. O critério principal deve ser a lealdade ao projeto político do governador e da vice Celina Leão e a capacidade de dar continuidade aos programas em andamento. Fontes do Buriti indicam que algumas pastas podem passar por fusões para enxugar a estrutura e evitar ruídos na transição.
Os próximos meses serão decisivos para definir os rumos políticos do secretariados do DF. Se o passado ensina algo, é que o jogo eleitoral no Distrito Federal é imprevisível e pode reservar surpresas até o último minuto.